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Estudante de letras e amante da escrita e da fala popular.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Coisa

Uma coisa é uma coisa.
Outra coisa é outra coisa.
A coisa da mistura.
A coisa do querer coisa.
Que coisa complicada é essa coisa.
É coisa de Deus essa coisa de não poder falar?
A coisa (tá) solta na boca do povo!
Invadindo os quatros cantos do mundo.
É coisa linda de se ver.
A coisa (tá) preta e (tá) massa!
Vai dar samba, vai dar dança e ginga de capoeira.
É tudo no batuque da coisa.
Essa coisa (tá) no sangue.
“Mexe qualquer coisa, doida
Já qualquer coisa doida dentro mexe.”
Pulsando, contraindo e reagindo.
Bem pra lá de Marrakesh.

Reinaldo Souza
22/10/11



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Porto 6

Na ponta da minha língua senti um gosto de beijo
À portuguesa
A sua língua me invadiu e provocou a revolução
Francesa
Misturamos tudo
Pele clara com pele escura,
sussurro no meio com palavra mais dura
Tudo abençoado pelo vovô latim
Nessa linguagem toda a gente nunca mais se separou…
Hum…
Que beijo gostoso,
Linguarudo!
Português com francês
Deu Porto 6

Cristiane Sobral

Fonte: http://cristianesobral.blogspot.com/2011/03/poemas.html

Sonho de Consumo

Se você me quiser vai ser com o cabelo trançado
Resposta na ponta da língua
Teste de HIV na mão.
Se você me quiser desligue a televisão
Leia filosofia e decore o Kama-Sutra.
Muito bem!

Se você me quiser esteja em casa,
Retorne as ligações, e traga flores.
Não venha com teorias sobre ereção
Ou centímetros a mais.

Nem sempre vou querer sexo.
Nem sempre vou dizer tudo, ou acender a luz.
Posso usar ternos ou aventais. Qual a diferença?
As noites serão sempre intensas à luz de velas.

Se você realmente me quiser, ouse digerir a contradição.
Ajude-me a ser uma mulher, diante de um homem.

Quem disse que seria fácil?

Cristiane Sobral

Sugestão de minha amiga Marriete

http://cristianesobral.blogspot.com/2011/08/sonho-de-consumo-poesia-de-cristiane.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


EMANUELLE

Obra prima.
Divina.
Mistura de cores.
Desejos e amores.
Doce inspiração.
Devaneios, sonhos ou ilusão.
Jogos das impressões.
Sensações e emoções.
Atos da criação.
Pincéis, tintas e mãos.
Imagem da sedução.
Beleza, fascínio e tradição.
Pintura que mistura realidade e ficção.
            Descrita no papel, faço rima, métrica e composição.
Crio a melodia para dar vida a mais bela canção.



Reinaldo Souza.

06/03/2010

Antropofagia de Adélia a quatro mãos


Eu como Adélia.
Eu mordo Adélia.
Eu durmo com Adélia.
Eu me misturo com Adélia.
Eu me vejo em Adélia.
Eu me despedaço e me construo em Adélia.
Em Adélia eu me refaço, eu dentro dela e ela em mim.
Longe de mim e tão dentro.
E, quando meu corpo pede descanso, eu fecho o livro.
Mas não fecho minha alma!

Autores: Reinaldo Souza e Alessandra Santos.
03/12/08

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Zé da estação


Antes mesmo do galo cantar e do dia raiar, lá está ele, o Zé tem de tudo, se dirigindo para a Estação Pirajá, local onde esse sobrevivente do mundo capitalista, tenta ganhar a vida. Chega cedo para arrumar sua barraquinha e vender suas mercadorias. Quer cigarro? O Zé tem! Quer um cafezinho? O Zé tem! Quer doce? O Zé tem! Quer prosear? O Zé também proseia!
Chegam os primeiros ônibus com seus faróis ainda acesos como se estivessem saudando o Zé tem de tudo, num ritual mecânico e constante. Ele vê a cena uma, duas, três, quatro... e já se perde no número de vezes que isso ocorre, até se tocar que a Estação Pirajá foi invadida por um verdadeiro formigueiro humano, totalmente descontrolado e desconexo.
Vários sons se cruzam ao mesmo tempo, crianças berrando, vendedores ambulantes anunciando suas mercadorias, passageiros gritando por um lugar na fila e dentro do coletivo, e o barulho dos coletivos entrando e saindo da estação. Essa sinfonia desvairada é música para os ouvidos do Zé que vai regendo seu trabalho no embalo do vai e vem alucinante da estação.


Reinaldo Souza
02/07/09

Milena e o agora


Agora ela não quer.
Antes implorava.
Agora ela não morde mais minha boca.
Não vibra com meu corpo.
Não cede aos meus desejos.
Não se deixa seduzir.
Está distante de minhas mãos e tão perto do desencanto.
Agora tudo mudou.
As cartas são outras e o encanto se desfez.
Ela ausente de mim, agora fixa sua imagem em meu porta retrato.
E que restou do agora? Somente o vazio das incertezas.


15/12/09

Reinaldo Souza.

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